sexta-feira, 28 de agosto de 2009

E assim vou indo...


Geralmente eu lembro que não gosto de uma pessoa mas não consigo me lembrar porque. Acho que, intuitivamente, para me preservar, lembro que não gosto dela. Porém esqueço a causa que me motivou a não gostar. O lado positivo disso é que não fico remoendo mágoas nem ressentimentos.
Aí eu posso me perguntar: Por que continuar não gostando de uma pessoa se eu nem lembro o motivo pelo qual isso foi acontecer? Parece bobagem né? Bom... A resposta vem quando você menos espera e encontra essa pessoa. Em poucas horas você conclui: É... Eu tinha toda a razão. E aí, eu agradeço a minha memória sentimental por lembrar que não gosto dela e parabenizo a minha memória histórica por esquecer a mesma coisa.
E assim vou indo... Implicante, birrenta, sentimental (e às vezes até chatinha, admito) mas sabendo exatamente quem eu sou e, especialmente, o que eu (não) gosto.

domingo, 23 de agosto de 2009

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Hoje eu tive um sonho....


Hoje eu tive um sonho... Eu voltava para a minha vidinha de antes. Voltava a trabalhar na mesma empresa antes da mudança para longe, muito longe.... Voltava a poder ver meus pais todos os fins de semana e a dar aquele abraço gostoso quando se está matando a saudade.. Voltava a visitar minha sobrinha linda todos os dias quando voltava do trabalho e a brincar, nem que fosse um pouquinho com ela, por mais que eu (e ela também) estivéssemos mortas de cansaço... Voltava a poder rir de besteiras com minha irmã de um jeito só nosso e a perceber como aquilo era importante para nós duas.... Voltava a brincar com Viô quando chegava tarde da noite e a fazer um cafuné antes de dormir enquanto ela estava deitada no tapete do lado da minha cama... Voltava a fazer a listinha de minhas vontades para Luci todos os dias de manhã... Voltava a ver minha parede lilás e meus móveis brancos... Voltava a ver a bailarina na minha estante... Voltava a sentir tudo o que mais eu queria agora...

Ah saudades... Muitas saudades...

Minha escolha? Sim!

Definitiva? Absoluto que não...

domingo, 26 de julho de 2009

A vida floresce no verão...

Sabe aquele ditado sobre só dar valor a alguma coisa quando perdemos? Acho que reescrevendo esse pensamento poderíamos dizer que só damos valor ao que é difícil, ao que é raro, ao que é ausente. Com esse raciocínio, me peguei pensando no valor do verão aqui bem pra cima da Linha do Equador.
Quando me mudei para Seattle, em outubro de 2008, eu só conseguia ver uma cidade fria, que chovia diariamente, onde as pessoas só andavam de carro, só ficavam em casa, com exceções das noites de fim de semana. Mas... O verão chegou! Em pouco tempo entendi porque nos filmes de sessão da tarde eu via aquele pessoal doido deitado na grama pegando sol. O que acontecia ali era exatamente a valorização do que é raro e muito por aqui: o sol, o calor, a vida florescendo em todos os cantos que podemos enxergar.
Sentada hoje num restaurante thailandes almoçando com meu namorado, pude notar que, por trás das paredes de vidro do restaurante, a vida era bem comemorada. Gente passeando pelas ruas, verde em cada pedacinho de terra, o sol brilhando... Como foi bom perceber que mesmo passando por difíceis invernos todo ano, a vida dá um jeito de brotar de novo, de criar um sorriso no rosto de cada um, seja numa caminhada pelo parque, olhando os objetos de arte que são vendidos na feirinha, no filhotinho de golden retriever que parecia de verdade conhecer o valor da vida (e não só o do verão), pulando e abanando aquele rabinho feliz para quem passasse do seu lado.
Acho que hoje eu descobri que por mais difícil que o momento seja, a vida dá um jeito de fazer você sorrir de novo através de uma criança fofa toda suja de picolé, de um olhar para o céu azul e ser incapaz de encontrar uma única nuvenzinha, ou até mesmo fazendo você rir de si mesmo (o que eu adoro fazer!).
Pensando bem... A vida floresce a cada segundo, não só no verão, não só no dia quente e ensolarado. O inverno frio também tem seu valor. Ele me fez valorizar o que era corriqueiro, enquanto morava no Brasil, e ainda me presenteou com coisas novinhas: a árvode de natal com luzinhas e cheias de neve, o rebuliço da estação de esqui em Whistler, nas festas aconchegantes que fazemos em casa mesmo com o mais rigoroso dos invernos.
Ah... (Re)Pensando melhor ainda, eu descobri que a vida realmente floresce no verão...
E no inverno também. :)